Adeus Barriga

EU FUI GORDO 24 ANOS. QUER CONTINUAR SENDO?

A Glicosamina

CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO

As doenças articulares afetam centenas de milhões de pacientes em todo mundo, causando dores e invalidez com grande impacto navida das famílias e na sociedade. A osteoartrtite é a doença articular mais comum, ocupando o segundo lugar entre as mulheres e o quarto entre os homens em relação à invalidez por ano vivido em países desenvolvidos e o oitavo lugar mundial. Os pacientes idosos representam a maioria dos casos e como se projeta que o número de casos em pessoas com mais de 50 anos irão dobrar entre 1990 e 2020, o número global de disfunções articulares irá aumentar dramaticamente entre a população nos próximos anos.

Um melhor entendimento das causas do problema e o desenvolvimento de novas e efetivas terapias para o controle, tratamento e prevenção da osteoartrite, vêm sendo alvo de constantes pesquisas nas Universidades e Centros de Pesquisa em todo o mundo.

Até o presente, o tratamento da osteoartrite é altamente focado nos sintomas, mas os novos estudos sobre a biologia e a fisiopatologia irão criar oportunidades para melhorar o diagnóstico e para o surgimento de novas formas de terapia.

Nas últimas décadas, têm-se observado o surgimento de produtos não tradicionais (ex: suplementos e alimentos funcionais) para o tratamento da osteoartrite, dando origem a discussões e controvérsias, especialmente em relação a utilização da Glicosamina, que tem apresentado resultados promissores em diversos estudos. Por outro lado, observa-se com crescente preocupação que as drogas de uso tradicional mostram severos efeitos colaterais, e falham em modificar o processo degenerativo que ocorre, notadamente, no espaço entre as articulações.

A procura de novas terapias que pudessem influenciar esteprocesso degenerativo de forma efetiva, apresentando menos efeitos colaterais, associada as recentes publicações científicas da área levaram ao uso de Glicosamina em diversas formas e apresentações, das quais se destacam as formas de sulfato ou cloridrato com ou sem a associação da condroitina, geralmente utilizada na forma de sulfato de condroitina.

Numerosos estudos vêm investigando de forma intensiva nos últimos anos o potencial dos agentes condroprotetores, ou seja, a categoria de substâncias que são capazes de aumentar a atividade anabólica dos condrócitos, enquanto reduzem de forma simultânea os efeitos destruidores dos mediadores de citoquina sobre a cartilagem.

Os resultados obtidos sugerem que esses agentes podem reparar a cartilagem articular, ou retardar o processo de degradação desses tecidos. Dentre os compostos desta categoria destacam-se a glicosamina e o sulfato de condroitina.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE DOENÇAS ARTICULARES

Os resultados de trabalhos recentes vêm sendo utilizados para tentar responder algumas questões importantes sobre a ocorrência dos problemas mais comuns e doenças que ocorrem nas articulações.

Epidemiologia

• Problemas nas articulações afetam pessoas de todas as idades, e causam grandes impactos sobre indivíduos, sociedade e custos econômicos em todos os países. O aumento da expectativa de vida das populações levará a um maior nível de invalidez.

• A ocorrência do problema varia no mundo, mas ainda não se sabe quais os fatores (genética, estilo de vida ou causas ambientais) apresentam maior influencia no seu desenvolvimento. Exercícios, estilo de vida, educação, alimentação e obesidade influenciam no surgimento, mas as razões precisas ainda continuam desconhecidas.

• A osteoartrite, que é a oitava causa de invalidez no mundo e responsável por elevados custos para a sociedade, tem recebido pouca atenção por parte da comunidade científica.

• Estima-se que a osteoartrite seja responsável por 25% dos casos de invalidez permanente no Canadá, com um custo anual de U$18 bilhões.

A ARTRITE E SUAS FORMAS

A artrite não é considerada uma doença isolada, mas um grupo de patologias cujas conseqüências vão desde a dor localizada, até inflamação e limitação do movimento das articulações. Esta desordem debilitante é considerada uma epidemia em todo o mundo. Só no Brasil estima-se que existam cerca de 30 a 40 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de artrite ou artrose.

Existem duas formas básicas de artrite: a Osteoartrite e a Artrite reumatóide. Osteoartrite, palavra de origem grega: osteo (osso), arthro (articulação), e itis (inflamação), é a denominação para a forma mais comum de artrite. O termo osteoartrite, porém não parece ser a descrição ideal para esta enfermidade, devido ao fato de que a dor, e não a inflamação é sua característica mais importante. Depois de instalado o quadro artrítico, não necessariamente ocorre uma inflamação, sendo, desta maneira, melhor descrita como artrose. A osteoartrite é a condição músculo-esquelética mais comum, caracterizada por um grupo de doenças sobrepostas, porém distintas, com manifestações biológicas, morfológicas e clínicas semelhantes, mas com diferentes causas, que levam a um quadro degenerativo das articulações, caracterizado pela dor, rigidez e perda da mobilidade causada por uma deterioração e perda progressiva da cartilagem articular. O quadro é acompanhado por uma recuperação inadequada desta cartilagem, pela neoformação óssea nas superfícies e margens articulares, inabilitando a reparação e a manutenção das juntas. Como conseqüência, ocorre uma degradação da cartilagem, erosão dos ligamentos e eventual perda das funções mecânicas, envolvendo nestes casos dores crônicas. Esta desordem também é conhecida como doença articular degenerativa.

O primeiro sinal de osteoartrite é a deterioração da cartilagem saudável. O entendimento da cartilagem é fundamental para compreendermos a osteoartrite e como trata-la de forma efetiva. A cartilagem é uma substância gelatinosa constituída de 65-80% de água. O restante é composto por outros dois importantes compostos: o colágeno e os proteoglicanos.

O colágeno permite que os tecidos cartilaginosos absorvam impactos, enquanto que os proteoglicanos proporcionam à cartilagem a capacidade de esticar e retornar ao estado anterior quando nos movemos. Com esses componentes, a cartilagem saudável é capaz de formar em cada articulação o que chamamos de matriz cartilaginosa.

Entretanto, assim como outras substâncias do nosso organismo, o colágeno e os proteoglicoanos “envelhecem” e se deterioram. Neste ponto, entra em ação um outro grupo de importantes compostos: os condrócitos. Essas moléculas são as responsáveis pela fabricação de novas unidades de colágeno e proteoglicanos, e também liberam as enzimas que irão retirar as moléculas velhas e deterioradas da matriz cartilaginosa. Portanto, é importante lembrar que existem quatro elementos responsáveis diretos pela manutenção de uma cartilagem saudável. São eles: o colágeno, os proteoglicanos, os condrócitos e a água. Esses quatro elementos trabalham juntos para assegurar que a cartilagem se mantenha saudável, macia e elástica, permitindo o movimento das articulações sem dores ou incômodos. Quando o tecido cartilaginoso de uma articulação não está saudável ou se deteriora, resulta em um quadro doloroso no local. Sem a cartilagem saudável para amortecer os impactos sobre as articulações, os ossos poderão atritar-se, causando dores em vários níveis. Esse quadro levará as articulações afetadas a terem contornos irregulares, impossibilitando movimentos fluidos e sem dores. A figura 1 ilustra os efeitos da osteoartrite sobre as articulações.

CAPÍTULO 2   – A GLICOSAMINA

A Glicosamina (figura 3) é uma substância de ocorrência natural(aminoaçúcar) que possui reconhecida atividade antiinflamatória e é produzida pelo organismo humano dentro de células denominadas condrócitos a partir de moléculas de glicose, na presença de glutamina (um aminoácido essencial). Os condrócitos envolvidos no processo estão ligados a matriz cartilaginosa. O caminho biosintético envolve a formação de glicose-6-fosfato e de frutose-6-fosfato, o qual é seguido pela intervenção de uma etapa enzimática seletiva. Essa importante substância é a principal responsável pela formação das glicoproteínas e dos glicosaminoglicanos (GAGs), açúcares de cadeia longa que compõe a estrutura de sustentação do colágeno. Juntamente com os glicoaminoglicanos, o colágeno é um dos componentes que constituem os filamentos, as cartilagens, os tendões e os discos da espinha dorsal.

A produção de glicosaminoglicanos estimula a produção de proteoglicanos. A falta desses últimos compostos pode levar a degeneração da cartilagem articular.

Figura 03 – Estrutura da Glicosamina

O

NH2

OH

HO

CH2OH

H

H

H

H OH)

Além do colágeno e dos proteoglicanos citados anteriormente,existem também no nosso organismo as células especiais denominadascondrócitos. Estas células estão espalhadas por toda a estrutura dotecido cartilaginoso e funcionam como minúsculas fábricas que ficamproduzindo colágeno e moléculas de proteoglicanos, para que estassubstâncias vitais nunca deixem de existir nas quantidadesabsolutamente necessárias para o bom funcionamento das articulações,tendões e cartilagens.        A simples presença da Glicosamina no organismo estimula aprodução dos condrócitos através de células especializadas. De fato, aGlicosamina é reconhecida como o principal fator na determinação daquantidade de proteoglicanos produzidos pelos condrócitos. Porém, àmedida que o organismo envelhece e enfraquece, os condrócitostambém liberam enzimas que eliminam moléculas de colágeno e osproteoglicanos que já perderam seu vigor.Podemos então concluir de forma resumida e simplificada quepara manter uma cartilagem saudável são necessários três fatoresprincipais: água para lubrificação e alimentação do tecido,proteoglicanos para atrair e manter a água, e colágeno para manter osproteoglicanos no local correto.A abundância da Glicosamina no organismo se deve a suanecessidade na construção e manutenção da cartilagem, sendo amesma, desta maneira de suma importância no tratamento de diversasenfermidades, incluindo a febre reumática, a artrose e principalmente aosteoartrite tanto na forma aguda ou crônica, e em todas as condiçõespatológicas originadas de desordens metabólicas do tecidoosteoarticular.AS PRINCIPAIS AÇÕES DA GLICOSAMINA

1. É a principal unidade de formação dos proteoglicanos

2. É necessária para a produção dos glicosaminoglicanos (proteínas queretém água na matriz cartilaginosa).

3. É a fonte de nutrientes para a síntese de proteoglicanos e glicosaminoglicanos.

4. Age como estimulante dos condrócitos na produção de colágeno eproteoglicanos.

5. É o fator principal que determina a quantidade de proteoglicanos queserão produzidos pelos condrócitos.

6. Atua como um regulador do metabolismo da cartilagem evitando a suadeterioração.    

   O SULFATO DE GLICOSAMINAO

Sulfato de Glicosamina é um derivado do amino-monosacarídeode ocorrência natural, a Glicosamina (figura 4), com peso molecular de456. A molécula de Sulfato de Glicosamina original, ou seja, na formacristalina, é uma substância pura, quimicamente bem definida, que podeser claramente distinguida a partir de extratos macromoleculares decartilagem animal. Esse composto pode ser sintetizado em laboratórioou em escala industrial a partir da quitina, obtendo-se a Glicosamina eos íons sulfato, cloridrato e de sódio em razões estequiométricas de2:1:2:2 respectivamente. Em solução, o Sulfato de Glicosaminadissocia-se nos íons D-Glicosamina e sulfato. Os íons de Glicosaminasão utilizados para sintetizar os glicosaminoglicanos, os quais secombinam com proteínas para formar os proteoglicanos, componentesfundamentais da cartilagem articular.Pesquisadores acreditam que o íon Glicosamina é o componenteativo. Entretanto, algumas evidências sugerem uma atividade dos íonssulfato, devido ao fato do enxofre ser um nutriente essencial para aestabilização da matriz dos tecidos conectivos. O Sulafto deGlicosamina atua como um fornecedor de íons sulfato, os quais sãoutilizados como sinalizadores para a síntese de Glicosaminoglicanospelo condrócitos. O enxofre é também um componente importante dosproteoglicanos. A Glicosamina também inibe a enzima hialuronidase,que danifica tecidos e auxilia na reconstrução da cartilagem articular.Figura 4 – Estrutura do Sulfato de Glicosamina2 (ONHSO2HOHHOCH2OHHHHH OH)        O Sulfato de Glicosamina apresenta uma boa biodisponibilidadeoral e suas propriedades físicas e químicas contribuem para seu perfilfarmacocinético favorável, o qual inclui o tropismo para a cartilagemarticular, sendo indicado para o tratamento da osteoartrite sintomáticados joelhos, quadris, coluna, mãos e outras regiões, podendo serutilizado sozinho ou em combinação com drogas antiinflamatórias nãoesteroidais (NSAIDs) de uso padrão. De acordo com diversos estudosclínicos, o Sulfato de Glicosamina é bem melhor tolerado do que osantiinflamatórios não esteroidais, apresentando uma aceitação bastantesuperior. Ensaios clínicos recentes mostram que o Sulfato deGlicosamina pode ser efetivo na prevenção em longo prazo dadeterioração das estruturas articulares associadas a ostreoartrite.


 

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2 Comentários »

  1. […] A Glicosamina […]

    Pingback por A GLICOSAMINA « Adeus Barriga | 03/11/2010 | Responder

  2. Quero receber mais dados sobre a Glicosamina, não para perder barriga, mas para livrar-me da artrose.

    Desde já, agradeço.

    Comentário por ELIO LUIZ | 24/12/2010 | Responder


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